Empresa de recrutamento Crossover realiza "torneio de contratação" para identificar e contratar brasileiros para atender empresas dos EUA

Procura-se programadores para trabalho remoto. Salário de até R$ 321 mil

Empresa de recrutamento Crossover realiza “torneio de contratação” para identificar e contratar brasileiros para atender empresas dos EUA

A Crossover, empresa de recrutamento e tecnologia com sede no Texas (EUA), está oferecendo aos brasileiros a oportunidade de trabalhar para empresas norte-americanas, ganhando salário de primeiro mundo, sem a necessidade de deixar o conforto e a estabilidade do seu país de origem.

No próximo dia 26 de agosto, a Crossover realiza no Rio de Janeiro seu segundo “torneio de contratação” no Brasil. Desta vez ela está buscando até 50 engenheiros de software sênior, especializados em Ruby on Rails e/ou PHP, e acenando com um salário anual de até R$ 321 mil, para trabalhar remoto, de casa no Brasil, atendendo em empresas de software dos EUA. 

Empresa de recrutamento Crossover realiza "torneio de contratação" para identificar e contratar brasileiros para atender empresas dos EUA

Os programadores com a experiência necessária em Ruby on Rails ou PHP e interessados em participar do torneio de contratação devem se inscrever no site oficial do evento. Os assentos são limitados a 200 pessoas.

No mês passado, a Crossover realizou uma competição de codificação de um dia em São Paulo, que reuniu 133 brasileiros e selecionou 27 especialistas em Java Script para trabalhar remotamente. A Crossover calcula que o evento gerou mais de US$ 2 milhões à economia do país em apenas 24 horas.

No evento do mês passado, em São Paulo, a Crossover confirmou a contratação de 11 engenheiros de software sêniores em JavaScript, cada um ganhando R$ 321 mil por ano, e 16 engenheiros de software em JavaScript, cada um ganhando R$ 187 mil por ano.

A Crossover começou a organizar seus eventos de contratação gamificada e competitiva de um dia no início do ano, em toda a Europa Oriental, África do Norte e Ásia Ocidental, incluindo Polônia, Rússia, Egito e Paquistão. 

Semelhante a um “hackathon”, eles envolvem profissionais seniores — principalmente engenheiros de software — para uma série de testes básicos, alguns desafios de codificação, e uma entrevista técnica. Para aqueles que se destacam com os melhores resultados é oferecido, na hora, emprego remoto com empresas americanas, como Aurea Software, Jive, CrazyEgg e Versata. 

“Após o sucesso do nosso evento no mês passado em São Paulo, onde injetamos mais de US$ 2 milhões na economia brasileira praticamente da noite para o dia, estamos de volta, desta vez com o objetivo de contratar até 50 programadores”, disse Andy Tryba, CEO da Crossover. “Dada a instabilidade dos imigrantes no mundo atualmente, acreditamos que os brasileiros acharão a possibilidade de trabalhar em casa, ganhando um salário no nível dos EUA, ainda mais atraente”.

Todos os cargos são de período integral e de longa duração, e os contratados devem trabalhar 40 horas por semana em horário flexível.  Os funcionários podem, por exemplo, aproveitar a Lapa em uma noite de quinta-feira, tirar folga na sexta-feira e trabalhar mais no sábado; ou trabalhar durante a noite e relaxar na praia de Ipanema durante o dia.

Com todas as posições 100% remotas, aqueles que são contratados pela Crossover não precisarão — nem se espera isso deles — se mudarem. Os funcionários podem realizar o trabalho de onde quiserem, seja no Rio de Janeiro, Lisboa ou Londres. Ao permanecer no Brasil, no entanto, o dinheiro fornecido pela Crossover é injetado diretamente na economia do país.

“Uma vez que um engenheiro de software brasileiro experimenta a liberdade do trabalho remoto, ele não tende a retornar ao trabalho fixo em escritório”, diz Tryba.

O fim do trabalho

Qual é a descoberta, ou invenção, que vai transformar a humanidade? por Ed Regis, escritor – Autor de 8 livros sobre ciência

O fim do trabalho

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E se fosse possível criar máquinas microscópicas, capazes de produzir objetos de qualquer tamanho, e de qualquer tipo, a partir do zero?

Elas seriam programadas para fazer um carro, um barco ou uma nave espacial sozinhas, sem precisar de ajuda – só um fluxo constante de alguns elementos muito simples, como luz, oxigênio e carbono.

A ideia soa absurda, mas só até você perceber que objetos tão grandes e tão complexos quanto as baleias, os dinossauros e os humanos se formaram assim – começaram como estruturas muito simples, que foram se duplicando e modificando sozinhas. As fábricas do futuro funcionarão sozinhas, e vão deixar tudo tão barato que a pobreza vai acabar.

Isso só levanta um problema. O que as pessoas, libertas de seus trabalhos, vão fazer com todo o seu tempo livre?