As pessoas confundem o conhecimento da Internet com o seu próprio

As pessoas confundem o conhecimento da Internet com o seu próprio

Pesquisa mostra que pessoas confundem informações da internet com conhecimento: o acesso rápido a informações, habilitado por mecanismos de busca como o Google, aumenta artificialmente a confiança das pessoas em sua própria capacidade de lembrar e processar informações, levando a previsões erroneamente otimistas sobre o quanto elas realmente possuem de conhecimento sem a internet. A pesquisa completa está disponível no jornal PNAS.

Embora os humanos confiem há muito tempo no conhecimento externo, a atribuição incorreta do conhecimento online ao self pode ser facilitada pela interface rápida e contínua entre o pensamento interno e as informações externas que caracterizam a pesquisa online. A pesquisa online costuma ser mais rápida do que a pesquisa na memória interna, evitando que as pessoas reconheçam totalmente as limitações de seu próprio conhecimento.

Fonte: https://www.pnas.org

A Alphabet está colocando seus protótipos de robôs para trabalhar na limpeza dos escritórios do Google

Google coloca robôs para trabalhar na limpeza de seus escritórios: o projeto “Everyday Robots” opera uma frota de mais de 100 robôs de propósito geral para realizar de forma autônoma a separação do lixo, limpeza das mesas e abertura de portas. Os robôs possuem uma pinça multifuncional na extremidade de um braço flexível que é preso a uma torre central, com câmeras, sensores e lidar para visão de máquina e navegação. As informações são do site The Verge.

“Agora estamos operando uma frota de mais de 100 protótipos de robô que realizam de forma autônoma uma série de tarefas úteis em nossos escritórios”, disse Hans Peter Brøndmo, chefe de robôs do Everyday Robot, em um blog . “O mesmo robô que separa o lixo agora pode ser equipado com um rodo para limpar as mesas e usar a mesma pinça que segura os copos para aprender a abrir portas.”

Fonte: https://www.theverge.com

DuckDuckGo quer impedir que apps rastreiem você no Android

DuckDuckGo quer impedir que apps rastreiem você no Android

DuckDuckGo apresenta recurso para impedir rastreamento de dados em dispositivos Android: a proteção se encontra dentro do próprio aplicativo de buscas, bloqueando rastreadores de terceiros em todo o telefone. Segundo a DuckDuckGo, mais de 96% dos aplicativos Android populares contém rastreadores ocultos de terceiros (87% enviam dados para o Google e 68% para o Facebook). As informações são do site Ars Technica.

“A ideia é bloquearmos essa coleta de dados de aplicativos que os rastreadores não possuem”, diz Peter Dolanjski, diretor de produto da DuckDuckGo. “Você deve ver muito menos anúncios assustadores seguindo você online.”

Fonte: https://arstechnica.com

IBM alcança novo patamar em computação quântica

IBM alcança novo patamar em computação quântica

Seu novo processadorEagle” pode lidar com 127 qubits (bits quânticos), possuindo um potencial de computação superior a qualquer máquina disponível hoje. Segundo Arvind Krishna, CEO da IBM, seria necessário um “computador maior que este planeta” para conseguir realizar o mesmo problema computacional. As informações são do site Axios.

O panorama geral : Krishna reconhece que a IBM não teve o desempenho financeiro de outros gigantes da tecnologia e, como resultado, não viu sua valorização subir da mesma forma que empresas como Apple, Facebook e Google.

“No longo prazo, isso volta para os investidores se preocuparem: ‘Sua receita está crescendo e seu fluxo de caixa está crescendo?’ E por muitos anos, não mostramos nada disso. É por isso que passamos a nos comprometer que vamos crescer e também vamos aumentar o fluxo de caixa, não apenas a receita. Se você tiver as duas coisas, eu acredite que os investidores o recompensem.

– CEO da IBM, Arvind Krishna, em “Axios on HBO”

Fonte: https://www.axios.com

Google lança serviço de entrega por drones na Austrália

Startup do Google lança serviço de entrega por drones na Austrália

Empresa antecipa-se à Amazon e os drones vão entregar café, produtos de supermercado e alguns medicamentos.

Os drones autónomos da Wing, uma startup da empresa-mãe do Google, a Alphabet, vão começar fazer entregas em alguns subúrbios de Camberra, na Austrália.

Os jovens já não são “um grupo a quem a história acontece”. Agora, fazem a própria história

The Wing company, a Google spinoff, has won federal approval to operate its drone delivery system as an airline in the U.S.

Os moradores a viver nas redondezas da capital vão poder encomendar café, alguns medicamentos e refeições de restaurantes e supermercados através de uma aplicação móvel. As máquinas vêm equipadas com algoritmos de inteligência artificial para encontrar o local mais conveniente para depositar as encomendas, evitando obstáculos como prédios, árvores e linhas de electricidade.

Inicialmente, o objectivo da Wing era transportar equipamento de emergência médica, como desfibrilhadores, a pessoas a sofrer ataques cardíacos. Só que depressa a equipa percebeu que a integração de dispositivos médicos no sistema seria um desafio adicional, quando era preciso, primeiro, desenvolver uma tecnologia de drones segura e de confiança. Os testes de drones começaram em 2012, altura em que o projecto fazia parte do X, o laboratório de incubação do Google (responsável, também, por balões de ar quente que levam Internet a zonas remotas).

“O foco da Wing foi reorientado para redesenhar o sistema para transportar pequenos pacotes em situações do dia-a-dia”, explica a equipa, num comunicadopublicado no blogue da empresa.

Um dos objectivos da Wing é reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera PROJECT WING
De entre a gama de entregas possíveis, as refeições quentes foram dos maiores desafios. “É um caso excelente para testar a tecnologia de entrega por drones, porque é frágil e sensível a diferentes temperaturas, tendo de ser entregue de forma rápida e cuidadosa”, explicam os investigadores. Dizem que o objectivo é “aumentar o acesso a bens, reduzir o trânsito em cidades congestionadas, e ajudar a diminuir as emissões de dióxido de carbono gerado pelo transporte de mercadorias.”

Os aparelhos da Wing são capazes de voar até 120 quilómetros por hora, através de um sistema eléctrico.

O novo serviço de entregas tem a aprovação da Autoridade de Aviação Civil Australiana (CASA), que define um período para as entregas entre as sete da manhã e as oito da noite em dias de semana. Embora, o serviço seja autónomo, deverá haver sempre um piloto de drones pronto a intervir à distância.

No futuro, a Wing quer lançar o seu projecto na Finlândia, onde estão a realizar testes desde Dezembro.

Com o novo serviço, a empresa adiantou-se à Amazon, que está a trabalhar num serviço de entrega via drones desde 2013. O plano era ser lançado em 2018, mas teve de ser adiado, devido a desafios relacionados com o tempo de vida da bateria e a legislação para os aparelhos.

Na União Europeia, a França, Dinamarca e Holanda são alguns dos países a trabalhar na criação de regras para drones civis, numa iniciativa chamada U-Space. Faz parte da visão europeia para um controlo de tráfego aéreo de drones seguro e eficiente.

O uso de drones no espaço aéreo já causou problemas, como o encerramento de pistas de aeroportos (algo que aconteceu no aeroporto de Gatwick, no Reino). Em Portugal, também já existiram vários aviões obrigados a alterar rotas devido a drones a sobrevoar nas proximidades do aeroporto.

Desde 2016 que os serviços de correio franceses têm aprovação da autoridade de regulação aérea do país para um serviço semanal de entrega por drones.

Em Portugal, a startup portuguesa Connect Robotics simulou a possibilidade de entregar correio por drone, numa distância de três quilómetros, em 2017. Na altura, os CTT frisaram que não estavam a considerar o uso desta tecnologia, e que os voos eram apenas “demonstração de produto” inserida na estratégia de inovação dos Correios de Portugal.